segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Plano de formação: Escola Municipal Simões Filho

Plano de formação Pedagógico

                                       Karolliny Nayra dos Santos Lima[1]
Sílvia Mônica Moura Lima[2]

ESCOLA MUNICIPAL SIMÕES FILHO
TERESINA, PI – SETEMBRO DE 2011.

1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO:
1.1 Escola: Municipal Simões Filho
1.2 Entidade Mantenedora: Secretaria Municipal de Educação e Cultura - SEMEC
1.3 Grau de Ensino: Ensino Fundamental
1.4 Endereço: Av Abdias Neves, 1520 – Cristo Rei.
1.5 Município: Teresina, PI.

2. INTRODUÇÃO
A escola Simões Filho, pertencente à rede municipal de Teresina e localizada no bairro Cristo Rei, oferece ensino fundamental do 1º ao 9 nos turnos manhã e tarde ano e EJA do 6º ao 9º a noite.
A escola recebe alunos provenientes de diversas camadas sociais já foi destaque a nível nacional por vários prêmios recebidos, mais recente a escola promoveu um desfile de roupas confeccionadas a partir de produtos recicláveis, características como conscientização ecológica e criatividade marcam o desfile, idealizado pela professora Mara Cláudia Holanda, de língua portuguesa, envolvendo alunos do 6º ano do Ensino Fundamental. Mais uma prova do empenho da escola em está proporcionando a seus alunos o contato com um dos assuntos mais discutidos atualmente.
            A escola como muitas da rede pública municipal, possuem uma boa estrutura física, sala de aulas bem equipadas a maioria com ar condicionado e ventiladores, biblioteca, sala de informática, dois pátios, cantina, sala de professores, secretaria, quadra de esporte, datashow, som micro-system, televisão e sala de leitura.
2.1 ESCOLA, TECNOLOGIAS DIGITAIS / EDUCACIONAIS: NOVAS FORMAS DE APRENDER
               Experenciamos a era da informação. Conhecimentos articulados em diferentes espaços e tempos são conjugados em um ambiente emaranhado por fios de uma rede chamada Internet, a qual é impulsionada pelas tecnologias digitais. As crianças adolescentes e jovens de hoje convivem prazerosamente com os recursos tecnológicos: televisão, vídeo game, revistas, Internet, videoclipes, músicas, filmes, telefones celulares, tabletes, etc. É quase impossível imaginar nossas vidas, hoje, sem tais recursos; estamos cada dia mais entrelaçados nesse mundo tecnológico, buscando sempre nos manter conectados com o mundo, atualizados sobre o tempo, esportes, pesquisas, etc. As amizades, também, já não são mais as mesmas que a maioria dos jovens dos anos 80. Além dos amigos da escola, os vizinhos, os primos, a maioria dos jovens de hoje tem amigos de outros estados ou países, alguns até mesmo que nunca se viram pessoalmente – os chamados amigos virtuais – mas que se comunicam por telefone, celular e principalmente por intermédio do computador, via Internet, através de blogs, chats, e-mails, sites de relacionamento, dentre outros.
               Destacamos a importância da atualização profissional mediante toda essa realidade tecnológica, pois se a mediação dos conhecimentos em sala de aula deve refletir o cotidiano do aluno a partir de suas práticas diárias, os recursos tecnológicos deverão ser então, parte do ensino.  Perante os fatos, Leal (2006:24) perguntam-se: E a escola diante disso tudo? Como repensar o processo de aprendizagem mediante os elementos tecnológicos? As teorias de Piaget e Vygotsky ainda atendem à compreensão do processo de construção do conhecimento?
               A educação, aliada a essas tecnologias, pode trazer para a sala de aula uma diversidade de recursos que dinamizam o saber e que possibilitam a automotivação dos alunos, bem como poderá fazer uso de transposições didáticas que fazem alusão às teorias de Piaget e Vygotsky, como a Aprendizagem Colaborativa. Desse modo, emerge a necessidade da escola e do ensino acompanharem não só o uso das novas tecnologias, mas o interesse em abordar seus saberes através da mediação, da construção de conhecimentos em colaboração com todos que participam da aula.

2.2 A APRENDIZAGEM COLABORATIVA E O USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS

                         Perante o uso das tecnologias digitais no meio educativo, principalmente do computador, temos, hoje, um ramo que “estuda como as pessoas podem aprender em grupo com o auxílio” daquele, o qual foi denominado de Aprendizagem Colaborativa Apoiada por Computador, ACAC, em inglês: Computer Supported Collaborative Learning ,CSCL, cf.: Medeiros et al. (2006:360). Tendo em vista que há permanência do tradicionalismo na maioria das práticas educativas , Mercado (2002: 13) problematiza a necessidade da atuação profissional do educador moderno :
Cabe à educação formar esse profissional, e para isso , esta não se sustenta apenas na instrução  que o professor passa aos alunos, mas na construção do conhecimento pelo aluno e no desenvolvimento de novas competências: capacidade de inovar[...], adaptabilidade ao novo,criatividade, autonomia, comunicação.
                       
                        Essa preocupação tem sido objeto de muitas pesquisas científicas, as quais apontam que as teorias de Piaget e Vygotsky são base para outras novas dirigidas ao uso das tecnologias como ferramentas de ensino e construção de conhecimentos. A aprendizagem colaborativa tem sido valorada por toda nossa conjuntura social, e por convivermos na era da informação, pelo acesso a publicações transmitidas em uma velocidade descomunal, além disso, torna-se favorável pelas articulações discursivas propostas, por exigir uma postura mediadora dos docentes e uma aprendizagem colaborativa, construtiva, autônoma e criativa dos alunos.

3. JUSTIFICATIVA
                    Considerando que a escola ainda não detêm um sistema de colaboração entre os professores e alunos como auxilio para realização de atividades curriculares e extra-curriculares, a justificativa que norteia esse plano de formação concerne ao fato de estarmos cada vez mais inseridos em ambientes colaborativos, sendo que a aprendizagem subjaz através de atos colaborativos, de socializações, condutas humanas de reciprocidade, progressos, evoluções científicas, tecnológicas, as quais comungam novos espaços de contribuição, cooperação e ou seja, construção de conhecimentos. Portanto, o ambiente de ensino-aprendizagem deve articular as comunicações que integramos contemporaneamente, contextualizando nossas práticas discursivas e sociais, perante o uso das tecnologias digitais.

4. OBJETIVO GERAL
               Desenvolver uma aprendizagem significativa que viabilize a contextualização da realidade do aluno, do professor, de forma que possam fazer uso do objeto de aprendizagem  “Google docs”, que está inserido cotidianamente na vida dos alunos, como o computador, a Internet e a infinidade de recursos educacionais abertos, os quais possibilitam viabilizar uma mediação colaborativa, construtiva, e assim desenvolver a habilidade de leitura interdisciplinar, através de construções de sentido dos textos cibernéticos.Também, desenvolver uma postura não-tradicional, de professores e alunos, no tocante a mediação da aprendizagem e  de um papel pesquisador,  tornando  a aprendizagem, o conhecimento “sem detentores”, buscando a automotivação para as unidades didáticas abordadas nas disciplinas curriculares , como também a autonomia dos educandos para sua vida escolar, e futuramente profissional.

4.1. Objetivos específicos
- Conscientizar a importância da utilização das tecnologias digitais, mais especificamente do “Google docs”, como ferramenta que possibilita a interlocução de saberes construídos;
- Desenvolver a competência leitora, através de um trabalho crítico-reflexivo, buscando a interdisciplinaridade entre as leituras e disciplinas abordadas em sala de aula através do aplicativo “Google Docs”;
- Construir sentidos colaborativamente, em duplas e ou grupos de modo que sejam valoradas as novas posturas para uma aprendizagem significativa;
5. METAS E ESTRATÉGIAS
5.1 Metas
- Construir um ambiente educativo que contextualize as práticas discursivas, as tipificações socializadas na comunidade;
- Conscientizar da importância do estudo colaborativo e das tecnologias digitais que promovam uma aprendizagem efetiva, humana, por ajudas mútuas;
- Buscar a automotivação dos alunos para com as unidades didáticas, por uma abordagem refletora de suas atividades diárias que lhe são agradáveis, através de uma construção por diferentes estilos de aprendizagem;
5.2 Estrategias
- Planejamentos semanais para a discussão sobre como utilizar o  aplicativo “Google Doc” e quais textos deverão ser abordados dialogicamente durante a semana;
- Realização de “warm ups”, através  de grupos de discussão dos textos construídos seja pictoricamente, graficamente, ou até verbalmente, para que a compreensão seja comparada com as dos demais colegas;
-  Desenvolvimento de retextualizações a partir de gêneros discursivos diferenciados como charge, poemas,  letras de músicas, prosas, todos construídos colaborativamente pelo “Google Docs”
- Disponibilização do laboratório de informática para a realização das práticas de leitura dos textos cibernéticos;
- Realização de reuniões com o Conselho Escolar;
6. AVALIAÇÃO
Entendemos a avaliação como um processo contínuo e cumulativo, contextualizado por toda a comunidade escolar. São realizadas práticas avaliativas diagnósticas, investigativas, participativas, levando em consideração o aluno como um todo, sua bagagem cultural e as diferenças individuais.
6.1 Expressão dos resultados da avaliação
A avaliação é feita de forma constante e contínua no decorrer de todo o ano letivo, através da verificações dos conteúdos que estão sendo estudados, a forma de utilização do recurso, assiduidade, e efetiva aplicabilidade nas disciplinas.
6.2 Estudos de recuperação
A avaliação como já descrevemos é processo continuo, devendo prevalecer os aspectos qualitativos sobre os quantificativos. Com base neste pensamento o estudo de recuperação é oferecido a todos os educandos, sempre que o educador notar deficiências no processo, é paralelo.


7. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O plano de formação traz uma oportunidade de se familiarizar com tecnologias que os alunos dominam facilmente, logo o professor precisa também saber utilizar essas tecnologias, para estar mais próximo do aluno, compreendê-lo melhor e tornar as aulas mais atrativas, fazendo com que esse aluno se sinta estimulado a permanecer na escola.
A utilização do google docs na realização de atividades dentro e fora da sala proporciona uma extensão da forma de ensinar e aprender, pois haverá uma interação entre aluno e professor de forma virtual.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996: estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais. Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997. 130p.
Leal, J. et al. Educação e Tecnologia: rompendo os obstáculos do tempo. In: SANTOS, E. ALVES, L._________(org). Práticas pedagógicas e tecnologias digitais. Rio de Janeiro: E-papers, 2006.
MERCADO, L. P.  Formação Docente e Novas Tecnologias. In:_______ (org).Novas tecnologias na educação: reflexões sobre a prática. Maceió: Edufal, 2002.



[1] Estudante da pós graduação lato sensu em Tecnologias Digitais e Novas Educações
[2] Estudante da pós graduação lato sensu em Tecnologias Digitais e Novas Educações










segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Pesquisador da Unicamp quer redes sociais no currículo escolar

O portal IG  entrevistou o pesquisador José Armando Valente ( professor o Departamento de Multimeios, Mídia e Comunicação do Instituto de Artes da Unicamp e pesquisador colaborador do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, da PUC-SP) e este afirma que as redes sociais como flickr, twitter, facebook e outros podem e necessitam ser trabalhos em sala de aula. A conversa foi realizada no início deste ano, quando o mesmo iria participar de um congresso na web, People.Net in Education. Segue a entrevista:

As redes sociais, como o Twitter, o YouTube e o Flickr, podem – e devem – entrar nas salas de aulas como ferramentas de uso pedagógico, na avaliação do pesquisador do Núcleo de Informática Aplicada à Educação (Nied) da Unicamp, José Armando Valente. Nesta sexta-feira, o professor vai participar do congresso People.Net in Education, no auditório da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, que vai discutir a aplicação das redes sociais à educação. Ao iG, Valente adiantou o foco de sua palestra e a preocupação de que as ferramentas não sejam usadas apenas como um apêndice das aulas, mas que haja uma orientação sobre o conteúdo consumido e gerado para a rede dentro das escolas: “Se não tiver alguém orientando, não é pedagógico. A ideia de que na rede um ajuda o outro, é romântica. O que acaba acontecendo é que um cego conduz outro cego”, diz. Para o professor, atualmente, nenhum país consegue fazer isso de forma sistemática, penas através de iniciativas pontuais.
Confira a entrevista concedida por telefone pelo pesquisador, que é também professor o Departamento de Multimeios, Mídia e Comunicação do Instituto de Artes da Unicamp e pesquisador colaborador do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, da PUC-SP:
iG: As redes sociais já são usadas nas escolas como ferramenta para desenvolver o aprendizado dos alunos?
José Armando Valente: Tem professores – pontualmente – usando blogs e outros recursos de rede sociais em aula, mas isso só ocorre por interesse particular de alguns profissionais. Não existe uma prática incentivada por grupos, escolas, redes de ensino. Mesmo assim, o que eles fazem, na maioria dos casos, é usar blogs para divulgar algum conteúdo que não deu tempo de passar em aula, receber material de aluno. Essa prática não inova em nada, é apenas uma outra forma de transmitir informação. Poderia ser usado um email, por exemplo.
iG: E como seria o uso de forma inovadora?
José Armando Valente: As ferramentas de redes sociais devem ser usadas como práticas pedagógicas, de forma integrada ao currículo. Não adianta só acessar a rede dentro da escola, sem uma proposta. Tem que ter alguém olhando e orientando, verificando se os alunos estão gerando conteúdo de fundamento, se tem um conceito sendo trabalhado. Isso é o que quero falar na palestra (no congresso Congresso People.Net in Education): “Se não tiver alguém orientando, não é pedagógico. A ideia de que na rede um ajuda o outro, é romântica. O que acaba acontecendo é que um cego conduz outro cego”.
iG: O senhor poderia citar exemplos práticos?
José Armando Valente: Brincar no Twitter gera um conteúdo de síntese muito grande. O professor de português poderia usar essa atividade para treinar o resumo de ideias com os alunos. Mas não é o que ocorre. Os jovens usam a ferramenta, mas o professor não intervém, não questiona o que eles fazem. Outro caso que tomei conhecimento é o de uma escola que propôs que os alunos organizassem um flash mob (mobilização instantânea em local público, geralmente organizada por email ou redes sociais). Deu certo, mas os professores de matemática perderam a oportunidade de trabalhar vários conceitos em relação ao evento, como estratégia e logística, que são conteúdos da aula de matemática. A escola fez a atividade, mas não usou como prática pedagógica. Aí nas aulas mantém o método tradicional de transmissão de conhecimento, que se torna uma chatice para os alunos.
iG: Quais as dificuldades para tornar esse uso das atividades em rede como prática pedagógica uma realidade?
José Armando Valente: É muito difícil, é mais fácil usar recurso para transmitir informação, do jeito que sempre foi. Mesmo quando os professores têm interesse e vontade, não têm apoio da gestão da escola, das redes de ensino para aplicar outros tipos de aula. É complicado usar de forma isolada, tem que estar no currículo. Hoje, as redes sociais são usadas só como apêndices, atividades fora da rotina.
iG: Em algum país é diferente e as redes já são integradas ao currículo?
José Armando Valente: Ninguém faz isso no mundo inteiro. Mesmo a Coréia do Sul e a Dinamarca, países tecnologicamente avançados e com bons resultados nas avaliações educacionais, não conseguiram. A Inglaterra tem um grupo que está trabalhando o conceito há algum tempo, tem consciência da necessidade dessa mudança, mas só aplicou a prática em escolas pontuais.
iG: Por que as mudanças tecnológicas demoram mais a ser incorporadas no ambiente escolar que em outros meios. As escolas continuam muito parecidas com as de décadas atrás...
José Armando Valente: O ensino tem uma estrutura hierarquizada, difícil de ser transformada. Uma das atividades da educação é perpetuar o status quo. E essa manutenção tem um valor. Mas essa mudança que estamos falando, das atividades da era do lápis e papel para a era digital, é necessária. Um gráfico que era desenhado no papel agora rapidamente ganha recursos e formas através da tecnologia. O estudo dele muda, não basta só entender o gráfico, mas é preciso interpretá-lo, dar novas funções e movimentos a ele. E isso tem que entrar no currículo.
iG: Muitas vezes, os alunos já têm mais facilidade com a tecnologia do que os professores. Isso não atrapalha a relação professor-aluno? Como os docentes devem se preparar para lidar com essa diferença de experiência e conquistar o respeito dos alunos?
José Armando Valente: O professor tem que ser esperto, usar os conhecimentos do aluno, pedir ajuda no que os jovens conhecem mais, organizar uma dinâmica na sala de aula que dê voz a quem sabe. O professor precisa sair do pedestal e entender que tem gente que sabe mais que ele. A grande dificuldade está em querer que o professor saiba tudo, enquanto a molecada toma conta. É preciso fazer uma parceria com o aluno.


Tatiana Klix, iG São Paulo | 24/03/2011 07:30
<http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/educador+quer+redes+sociais+no+curriculo+escolar/n1238187320827.html>

Facebook for Educators!

A rede social, Facebook, buscando atrair novas esferas, criou um web site que auxilia ao professor entender como é possível fazer uso de sua rede de forma segura, usufruindo de todas suas potencialidades! Uma pena que ainda não está disponível em outras línguas, apenas em inglês. Vale a pena ler! Veja um dos videos disponibilizados pelo youtube:




Leia mais em:http://facebookforeducators.org/



Introdução.


 
Esse blog faz parte de um processo avaliativo da disciplina Interação Mediada por Computador, do curso de Tecnologias Digitais e Novas Educações, IFPI. Aqui, discutiremos as possibilidades educacionais inerentes ao uso das redes sociais, como forma de utilização das tipificações articuladas em nossas interações humanas, comunicativas, para o aprimoramento do processo de ensino-aprendizagem, de modo que vivencie nossas práticas cotidianas!
Esperamos seus comentários!!