Plano de formação Pedagógico
Karolliny Nayra dos Santos Lima[1]
Sílvia Mônica Moura Lima[2]
ESCOLA MUNICIPAL SIMÕES FILHO
TERESINA, PI – SETEMBRO DE 2011.
1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO:
1.1 Escola: Municipal Simões Filho
1.2 Entidade Mantenedora: Secretaria Municipal de Educação e Cultura - SEMEC
1.3 Grau de Ensino: Ensino Fundamental
1.4 Endereço: Av Abdias Neves, 1520 – Cristo Rei.
1.5 Município: Teresina, PI.
2. INTRODUÇÃO
A escola Simões Filho, pertencente à rede municipal de Teresina e localizada no bairro Cristo Rei, oferece ensino fundamental do 1º ao 9 nos turnos manhã e tarde ano e EJA do 6º ao 9º a noite.
A escola recebe alunos provenientes de diversas camadas sociais já foi destaque a nível nacional por vários prêmios recebidos, mais recente a escola promoveu um desfile de roupas confeccionadas a partir de produtos recicláveis, características como conscientização ecológica e criatividade marcam o desfile, idealizado pela professora Mara Cláudia Holanda, de língua portuguesa, envolvendo alunos do 6º ano do Ensino Fundamental. Mais uma prova do empenho da escola em está proporcionando a seus alunos o contato com um dos assuntos mais discutidos atualmente.
A escola como muitas da rede pública municipal, possuem uma boa estrutura física, sala de aulas bem equipadas a maioria com ar condicionado e ventiladores, biblioteca, sala de informática, dois pátios, cantina, sala de professores, secretaria, quadra de esporte, datashow, som micro-system, televisão e sala de leitura.
2.1 ESCOLA, TECNOLOGIAS DIGITAIS / EDUCACIONAIS: NOVAS FORMAS DE APRENDER
Experenciamos a era da informação. Conhecimentos articulados em diferentes espaços e tempos são conjugados em um ambiente emaranhado por fios de uma rede chamada Internet, a qual é impulsionada pelas tecnologias digitais. As crianças adolescentes e jovens de hoje convivem prazerosamente com os recursos tecnológicos: televisão, vídeo game, revistas, Internet, videoclipes, músicas, filmes, telefones celulares, tabletes, etc. É quase impossível imaginar nossas vidas, hoje, sem tais recursos; estamos cada dia mais entrelaçados nesse mundo tecnológico, buscando sempre nos manter conectados com o mundo, atualizados sobre o tempo, esportes, pesquisas, etc. As amizades, também, já não são mais as mesmas que a maioria dos jovens dos anos 80. Além dos amigos da escola, os vizinhos, os primos, a maioria dos jovens de hoje tem amigos de outros estados ou países, alguns até mesmo que nunca se viram pessoalmente – os chamados amigos virtuais – mas que se comunicam por telefone, celular e principalmente por intermédio do computador, via Internet, através de blogs, chats, e-mails, sites de relacionamento, dentre outros.
Destacamos a importância da atualização profissional mediante toda essa realidade tecnológica, pois se a mediação dos conhecimentos em sala de aula deve refletir o cotidiano do aluno a partir de suas práticas diárias, os recursos tecnológicos deverão ser então, parte do ensino. Perante os fatos, Leal (2006:24) perguntam-se: E a escola diante disso tudo? Como repensar o processo de aprendizagem mediante os elementos tecnológicos? As teorias de Piaget e Vygotsky ainda atendem à compreensão do processo de construção do conhecimento?
A educação, aliada a essas tecnologias, pode trazer para a sala de aula uma diversidade de recursos que dinamizam o saber e que possibilitam a automotivação dos alunos, bem como poderá fazer uso de transposições didáticas que fazem alusão às teorias de Piaget e Vygotsky, como a Aprendizagem Colaborativa. Desse modo, emerge a necessidade da escola e do ensino acompanharem não só o uso das novas tecnologias, mas o interesse em abordar seus saberes através da mediação, da construção de conhecimentos em colaboração com todos que participam da aula.
2.2 A APRENDIZAGEM COLABORATIVA E O USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS
Perante o uso das tecnologias digitais no meio educativo, principalmente do computador, temos, hoje, um ramo que “estuda como as pessoas podem aprender em grupo com o auxílio” daquele, o qual foi denominado de Aprendizagem Colaborativa Apoiada por Computador, ACAC, em inglês: Computer Supported Collaborative Learning ,CSCL, cf.: Medeiros et al. (2006:360). Tendo em vista que há permanência do tradicionalismo na maioria das práticas educativas , Mercado (2002: 13) problematiza a necessidade da atuação profissional do educador moderno :
Cabe à educação formar esse profissional, e para isso , esta não se sustenta apenas na instrução que o professor passa aos alunos, mas na construção do conhecimento pelo aluno e no desenvolvimento de novas competências: capacidade de inovar[...], adaptabilidade ao novo,criatividade, autonomia, comunicação.
Essa preocupação tem sido objeto de muitas pesquisas científicas, as quais apontam que as teorias de Piaget e Vygotsky são base para outras novas dirigidas ao uso das tecnologias como ferramentas de ensino e construção de conhecimentos. A aprendizagem colaborativa tem sido valorada por toda nossa conjuntura social, e por convivermos na era da informação, pelo acesso a publicações transmitidas em uma velocidade descomunal, além disso, torna-se favorável pelas articulações discursivas propostas, por exigir uma postura mediadora dos docentes e uma aprendizagem colaborativa, construtiva, autônoma e criativa dos alunos.
3. JUSTIFICATIVA
Considerando que a escola ainda não detêm um sistema de colaboração entre os professores e alunos como auxilio para realização de atividades curriculares e extra-curriculares, a justificativa que norteia esse plano de formação concerne ao fato de estarmos cada vez mais inseridos em ambientes colaborativos, sendo que a aprendizagem subjaz através de atos colaborativos, de socializações, condutas humanas de reciprocidade, progressos, evoluções científicas, tecnológicas, as quais comungam novos espaços de contribuição, cooperação e ou seja, construção de conhecimentos. Portanto, o ambiente de ensino-aprendizagem deve articular as comunicações que integramos contemporaneamente, contextualizando nossas práticas discursivas e sociais, perante o uso das tecnologias digitais.
4. OBJETIVO GERAL
Desenvolver uma aprendizagem significativa que viabilize a contextualização da realidade do aluno, do professor, de forma que possam fazer uso do objeto de aprendizagem “Google docs”, que está inserido cotidianamente na vida dos alunos, como o computador, a Internet e a infinidade de recursos educacionais abertos, os quais possibilitam viabilizar uma mediação colaborativa, construtiva, e assim desenvolver a habilidade de leitura interdisciplinar, através de construções de sentido dos textos cibernéticos.Também, desenvolver uma postura não-tradicional, de professores e alunos, no tocante a mediação da aprendizagem e de um papel pesquisador, tornando a aprendizagem, o conhecimento “sem detentores”, buscando a automotivação para as unidades didáticas abordadas nas disciplinas curriculares , como também a autonomia dos educandos para sua vida escolar, e futuramente profissional.
4.1. Objetivos específicos
- Conscientizar a importância da utilização das tecnologias digitais, mais especificamente do “Google docs”, como ferramenta que possibilita a interlocução de saberes construídos;
- Desenvolver a competência leitora, através de um trabalho crítico-reflexivo, buscando a interdisciplinaridade entre as leituras e disciplinas abordadas em sala de aula através do aplicativo “Google Docs”;
- Construir sentidos colaborativamente, em duplas e ou grupos de modo que sejam valoradas as novas posturas para uma aprendizagem significativa;
5. METAS E ESTRATÉGIAS
5.1 Metas
- Construir um ambiente educativo que contextualize as práticas discursivas, as tipificações socializadas na comunidade;
- Conscientizar da importância do estudo colaborativo e das tecnologias digitais que promovam uma aprendizagem efetiva, humana, por ajudas mútuas;
- Buscar a automotivação dos alunos para com as unidades didáticas, por uma abordagem refletora de suas atividades diárias que lhe são agradáveis, através de uma construção por diferentes estilos de aprendizagem;
5.2 Estrategias
- Planejamentos semanais para a discussão sobre como utilizar o aplicativo “Google Doc” e quais textos deverão ser abordados dialogicamente durante a semana;
- Realização de “warm ups”, através de grupos de discussão dos textos construídos seja pictoricamente, graficamente, ou até verbalmente, para que a compreensão seja comparada com as dos demais colegas;
- Desenvolvimento de retextualizações a partir de gêneros discursivos diferenciados como charge, poemas, letras de músicas, prosas, todos construídos colaborativamente pelo “Google Docs”
- Disponibilização do laboratório de informática para a realização das práticas de leitura dos textos cibernéticos;
- Realização de reuniões com o Conselho Escolar;
6. AVALIAÇÃO
Entendemos a avaliação como um processo contínuo e cumulativo, contextualizado por toda a comunidade escolar. São realizadas práticas avaliativas diagnósticas, investigativas, participativas, levando em consideração o aluno como um todo, sua bagagem cultural e as diferenças individuais.
6.1 Expressão dos resultados da avaliação
A avaliação é feita de forma constante e contínua no decorrer de todo o ano letivo, através da verificações dos conteúdos que estão sendo estudados, a forma de utilização do recurso, assiduidade, e efetiva aplicabilidade nas disciplinas.
6.2 Estudos de recuperação
A avaliação como já descrevemos é processo continuo, devendo prevalecer os aspectos qualitativos sobre os quantificativos. Com base neste pensamento o estudo de recuperação é oferecido a todos os educandos, sempre que o educador notar deficiências no processo, é paralelo.
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O plano de formação traz uma oportunidade de se familiarizar com tecnologias que os alunos dominam facilmente, logo o professor precisa também saber utilizar essas tecnologias, para estar mais próximo do aluno, compreendê-lo melhor e tornar as aulas mais atrativas, fazendo com que esse aluno se sinta estimulado a permanecer na escola.
A utilização do google docs na realização de atividades dentro e fora da sala proporciona uma extensão da forma de ensinar e aprender, pois haverá uma interação entre aluno e professor de forma virtual.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996: estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais. Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997. 130p.
Leal, J. et al. Educação e Tecnologia: rompendo os obstáculos do tempo. In: SANTOS, E. ALVES, L._________(org). Práticas pedagógicas e tecnologias digitais. Rio de Janeiro: E-papers, 2006.
MERCADO, L. P. Formação Docente e Novas Tecnologias. In:_______ (org).Novas tecnologias na educação: reflexões sobre a prática. Maceió: Edufal, 2002.






